segunda-feira, 14 de junho de 2010

ROTEIRO PARA ESTUDO II BIM

01 (...) Tocando sem cessar...
Ela vem chegando de branco
Meiga, linda, pura
E muito tímida
Com a chuva molhando
Seu corpo
Que Maravilha!
A girar!(...)

02
(...) Deixe as nuvens carregadas espantarem.
Todos de seus lugares,
Venha com a chuva
Coloque um sorriso no meu rosto.
Vou seguir esse caminho
Com um refrão feliz
Apenas cantando(...)

1- Qual a materialidade presente nos textos acima?

2 - Qual dos textos se imortalizou como ícone da 7ª arte, com a interpretação magnífica de Gene Kelly. R.:

3 - Grife no texto abaixo os trechos que destacam o sapateado como uma modalidade da dança.
O filme musical combinou formas americanas de balé (dança de salão, sapateado e bailado acrobático) com a ópera cômica e romântica. Historicamente, o musical nasceu com o cinema sonoro. (Desde a primeira apresentação – Irmãos Lumière em 1895 – as apresentação eram sem a fala dos atores cinema mudo).
O musical caracteriza-se basicamente por apresentar roteiros musicais que mesclam dança canto e música e tem como ponto forte as coreografias. "Com Cantando na Chuva", Gene Kelly levou a arte da dança para o cinema, conseguiu trazer de volta uma estética que praticamente havia se perdido, desde a época dos filmes mudos, reuniu de forma magnífica os elementos da dança e da música no corpo da narrativa, combinando com perfeição o sapateado e o balé. A seqüência em que Kelly canta na chuva tornou–se um número de sapateado inovador. Os efeitos do som são provocados tanto pela chuva caindo, como pelas poças d’água quando Kelly salta sobre elas e as chuta, quanto pelo barulho do seu sapateado.
“Cantando na Chuva” lançamento foi nos Estados Unidos, em abril de 1952. A história do filme se resume em “montar um espetáculo”, não um simples espetáculo, mas o primeiro filme musical do cinema.

4 - O que diz sobre o processo de criação o artista Ibêre Camargo?
Cada artista tem seu tempo de criação. É difícil saber quando começa a gravidez e quando se dá o parto. Há pintores que são permanentemente prenhas, parindo ninhadas, como era o caso de Picasso. Eu, antes de iniciar a viagem - o quadro -, consulto minha bússola interior e traço um rumo. Mas quando estou no mar grosso, sempre sopra um vento forte que me desvia da rota preestabelecida e me leva a descobrir o novo quadro. Todo criador é um Pedro Álvares Cabral.
CAMARGO, Iberê. A gaveta dos guardados. São Paulo: Edusp, 1998. p. 32.
R.:

5 - Qual a diferença entre esboço e rascunho?
Na obra de Edith Derdyk, há muita diferença entre as linhas no papel pautado (papel com linhas) e as obras no espaço. Das linhas dos esboços nascem idéias, em uma procura que pode gerar muitas obras. O esboço, além do interesse que gera para o estudo do processo de criação do artista, muitas vezes, é também considerado obra.
Esboço desenho rápido (para estudo inicial), primeiros traços de um desenho, delineamento inicial de uma representação gráfica.
Primeiro desenho não concluído no qual se aponta a idéia do que se vai projetar
Porjeto É um processo único, consistindo de um grupo de atividades coordenadas e controladas com datas para início e término, empreendido para alcance de um objetivo conforme requisitos específicos, incluindo limitações de tempo, custo e recursos.
Assim, em ARTE, o sentido de esboço é muito diferente do uso que se faz do “rascunho”, como um estágio para passar a limpo um primeiro registro tipológico (registro feito pela escrita).
Em ARTE não existe rascunho. Existem esboços e projetos, as duas formas devem ser preservadas (guardadas), das linhas supostamente errada nasce à obra prima (preciosidade).
R.:

Nem sempre é percebido, o processo de criação, o que antecede o nascimento da idéia. Às idéias são concebidas límpidas, é na sua construção que nascem as dificuldades. Corre-se o risco de pensar uma idéia tão brilhante que de repente percebemos a dificuldade executá-la. Desistimos?
O importante é recriá-la e a partir das possibilidades que surgem através das novas idéias que nascem ao longo do processo, pois criar não é executar algo pronto.
Vale lembrar que não basta ter uma tarefa (um trabalho) para fazer, para que haja processos de criação por parte de você artista – criador dessa realidade.
Trilhar o território de processos de criação é refletir sobre os processos vividos e conhecer como outros artistas o viveram; é também perceber e desenvolver as poéticas (estudos sobre a poesia ou a estética; arte de fazer versos) pessoais.

Guernica 1937 - Pablo Picasso
Guernica é um painel medindo 350 por 782 cm, esta tela pintada a óleo é normalmente tratada como representativa do bombardeio sofrido pela cidade espanhola de Guernica em 26de abril de 1937 por aviões alemães. Foi exposto no pavilhão da República Espanhola.


O Grito 1893 - Edvard Munch
A obra representa uma figura andrógina (a mistura de características femininas e masculinas em um único ser) num momento de profunda angústia e desespero existencial. O pano de fundo é a doca de Oslofjord (em Oslo) ao pôr-do-Sol.


6 - Após essa ação reflexiva podemos concluir que os artistas Munch e Picasso traduziram atreves de suas poéticas pessoais traduziram na estética das linhas
e na harmonia das cores seus sentimentos com toda expressividade e intensidade do momento vivido? Lembrando Pensando sobre essas imagens; elas envelheceram? Hoje elas não traduzem mais nada, serve apenas de documento histórico?
E você artista, qual a sua poética e sua estética diante da sua sociedade? Lembre-se você é o criador da realidade de sua tela, porém, ela deve traduzir através da interação com a realidade.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Que Maravilha

http://www.youtube.com/watch?v=9XbGk5lJ4Ms Jorge Ben & Toquinho

http://letras.terra.com.br/toquinho/49116/ Toquinho

Composição: Toquinho/ Jorge Ben Jor

Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo
Eu vou correndo
Só prá ver o meu amor
Ela vem toda de branco
Toda molhada
E despenteada
Que Maravilha
Que coisa linda
Que é o meu amor...(2x)
Por entre bancários
Automóveis
Ruas e avenidas
Milhões de buzinas
Tocando sem cessar...
Ela vem chegando de branco
Meiga, linda, pura
E muito tímida
Com a chuva molhando
Seu corpo
Que eu vou abraçar...
E a gente no meio da rua
Do mundo, no meio da chuva
A girar!
Que Maravilha!
A girar!
Que Maravilha!
A girar!
Que Maravilha!...
Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo
Eu vou correndo
Só prá ver o meu amor
Ela vem toda de branco
Toda molhada
E despenteada
Que Maravilha
Que coisa linda
Que é o meu amor...
Por entre bancários
Automóveis
Ruas e avenidas
Milhões de buzinas
Tocando sem cessar...
Ela vem chegando de branco
Meiga, linda e pura
E muito tímida
Com a chuva molhando
Seu corpo
Que eu vou abraçar...
E a gente no meio da rua
Do mundo, no meio da chuva
A girar!
Que Maravilha!
Que Maravilha!
Que Maravilha!...


http://www.youtube.com/watch?v=FiP6vv8_I00
Maria Rita canta "Que Maravilha" no Baile do Simonal - Globo - 12/12/09


http://www.youtube.com/watch?v=Hjq4JzTdqZ8
Neste link o Pixote também canta “Cada um Cada um”; essa música não faz parte da nossa apreciação

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Artigo Cantando na Chuva


Donald O’ Connor,Debbie Reynolds e Gene Kelly em Cantando na Chuva (Foto Divulgação)


PS.: Para acessar o link, copie e cole na barra endereços, que irá automaticamente ao assunto desejado.



http://www.miniweb.com.br/artes/artigos/cantando_chuva.html


O cinema serviu como forma de registro para o desempenho da dança e teve papel fundamental na sua preservação no século XX. O filme musical combinou formas americanas de balé (dança de salão, sapateado e bailado acrobático) com a ópera cômica e romântica. Historicamente, o musical nasceu com o cinema sonoro, “O Cantor de Jazz”, de 1927, inaugurou ao mesmo tempo o cinema falado e o cinema cantado. Contudo, o filme musical se firmou nos Estados Unidos segundo o modelo dos espetáculos da Broadway, e teve o seu verdadeiro apogeu com Vincent Minelli, que trouxe para a grande tela a sua experiência no teatro musical. Além de Minelli, destacam-se os grandes criadores de musicais, como os diretores Busby Berkeley, Stanley Donen, os atores Fred Astaire, Dick Powell e Bing Crosby, as atrizes Ginger Rogers, Betty Grable, Cyd Charisse, Judy Garland, os coreógrafos Bob Fosse, Robert Alton, Charles Walters e Michael Kidd, o ator e diretor Gene Kelly.

Donald O’ Connor e Gene Kelly em Cantando na Chuva
O musical caracteriza-se basicamente por apresentar roteiros musicais que mesclam dança canto e música e tem como ponto forte as coreografias. "Com Cantando na Chuva", Gene Kelly levou a arte da dança para o cinema, conseguiu trazer de volta uma estética que praticamente havia se perdido, desde a época dos filmes mudos, reuniu de forma magnífica os elementos da dança e da música no corpo da narrativa, combinando com perfeição o sapateado e o balé. O número mais famoso de dança da história do cinema é o solo de Gene Kelly em “Cantando na Chuva”. A seqüência em que Kelly canta na chuva tornou–se um número de sapateado inovador. Os efeitos do som são provocados tanto pela chuva caindo, como pelas poças d’água quando Kelly salta sobre elas e as chuta, quanto pelo barulho do seu sapateado.

Gene Kelly, entra para sempre na história dos musicais de cinema (Foto Divulgação)

O artista dramatizou a dança na chuva com seus movimentos atléticos e exagerados, e sua exuberância alegre e juvenil. O que se observa é a naturalidade com que Gene Kelly se entrega quando está dançando, ele expressa uma alegria de viver contagiante, mostra também que está apaixonado. O amor está presente, tanto o amor pela personagem de Debbie Reynolds, como também pela dança. O momento em que ele brinca com o guarda-chuva, e com outros elementos do cenário é excelente. Quando Kelly sobe no poste da rua sua presença é exaltada, seus movimentos são magistrais. O ator, além de executante, foi o coreógrafo e com Stanley Donen, dirigiu a cena que se tornou a mais memorável de todos os tempos. A Música “Singin’ in the rain” foi composta por Nacio Herb Brown e arranjada para o filme por Roger Edens. A letra de Arthur Freed foi adaptada por Kelly, que acrescentou “and dancin’ ” ao verso do título. A fotografia foi de Harold Rosson.
“Cantando na Chuva” foi lançado nos Estados Unidos, em abril de 1952, e teve um enorme sucesso de público e bilheteria. Passando, com o tempo, a desfrutar do reconhecimento da crítica. Está em10º lugar como um dos melhores filmes dos últimos tempos pelo American Filme Institute.

A história do filme se resume em “montar um espetáculo”, não um simples espetáculo, mas o primeiro filme musical do cinema. Gene Kelly é Don Lockwood, um famoso astro da época do cinema mudo em Hollywood, seus filmes são um sucesso, mas sua vida começa a mudar com a chegada do cinema sonoro. Seu desafio é montar um musical apesar das dificuldades que encontrará com a nova técnica de se fazer cinema.
“Cantando na Chuva” é uma obra-prima, um clássico americano inesquecível que cativa, que emociona. Gene Kelly está brilhante, Donald O´Connor está sensacional, hilário, consegue encantar o expectador com suas brincadeiras. Debbie Reynolds também tem a sua presença, com seu estilo próprio ela alterna uma linha tênue entre a comédia e o drama. Cyd Charisse está belíssima, e dança maravilhosamente bem.
Gene Kelly, cujo perfeccionismo levava suas parceiras de dança à exaustão, idealizou a coreografia da seqüência "Broadway Ballet". Conta-se que o véu de seda usado por Cyd Charisse, com mais de sete metros de comprimento, foi mantido esvoaçante por três motores de avião.
“Cantando na Chuva” ganhou o Golden Globe de Melhor Ator Cômico (Donald O´Connor).



http://www.cranik.com/cantandonachuva.html

Cantando na Chuva & Vídeo

Cantando na chuva

Estou cantando na chuva
Apenas cantando na chuva,
Que sensação gloriosa,
estou feliz novamente.
Estou rindo das nuvens
Tão escuras, lá no alto,
O sol está no meu coração
E estou pronto para o amor.

Deixe as nuvens carregadas espantarem.
Todos de seus lugares,
Venha com a chuva
Coloque um sorriso no meu rosto.
Vou seguir esse caminho
Com um refrão feliz
Apenas cantando
E cantando na chuva.




Singin' In The Rain

I'm singin´ in the rain
Just singin´ in the rain,
What a glorious feeling,
and I´m happy again.
I'm laughing at clouds
So dark, up above,
The sun´s in my heart
And I'm ready for love.

Let the stormy clouds chase.
Everyone from the place,
Come on with the rain
Have a smile on my face.
I'll walk down the Lane
With a happy refrain
Just singin'
And singin' in the rain.


http://www.youtube.com/watch?v=rmCpOKtN8ME&feature=related
"I'm Singing in the rain", Gene Kelly



http://www.youtube.com/watch?v=93qL0ZgGixQ
Cantando na chuva (legendado)

PS.: Para acessar o link, copie e cole na barra endereços, que irá automaticamente no vídeo desejado.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Apreciação Imagens


Pablo Picasso Guernica



O Grito 1893 Edvard_Munch



Melâcolia Edvard_Munch

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Processo de Criação

Nem sempre é percebido, no processo de criação, o que antecede o nascimento da idéia. Às vezes nascem límpidas, e é na sua construção que nascem as dificuldades. Corre-se o risco de pensar uma idéia tão brilhante que percebemos que será difícil executá-la e desistimos dela. O importante é recriá-la a partir das possibilidades, das novas idéias que nascem ao longo do processo, pois criar não é executar algo pronto.
Vale lembrar que não basta ter uma tarefa para fazer, para que haja processos de criação por parte de você artista criador dessa realidade.
Trilhar o território de processos de criação é refletir sobre os processos vividos e conhecer como outros artistas o viveram; é também perceber e desenvolver as poéticas (estudos sobre a poesia ou a estética; arte de fazer versos) pessoais.

Esboços e Projetos

Na obra de Edith Derdyk, há muita diferença entre as linhas no papel pautado (papel com linhas) e as obras no espaço. Das linhas dos esboços nascem idéias, em uma procura que pode gerar muitas obras. O esboço, além do interesse que gera para o estudo do processo de criação do artista, muitas vezes, é também considerado obra


Projetos e Esboços, 1999/2001 Caneta esferográfica sobre papel


Cantoneira



Rasuras III, 1998 Instalação. 60 mil metros de linha preta de algodão, 22 mil grampos e 13 dias de montagem. Paço das Artes SP


Edith Derdyk


Esboço desenho rápido (para estudo inicial), primeiros traços de um desenho, delineamento inicial de uma representação gráfica.
Primeiro desenho não concluído no qual se aponta a idéia do que se vai projetar.
Porjeto É um processo único, consistindo de um grupo de atividades coordenadas e controladas com datas para início e término, empreendido para alcance de um objetivo conforme requisitos específicos, incluindo limitações de tempo, custo e recursos.

Assim, em ARTE, o sentido de esboço é muito diferente do uso que se faz do “rascunho”, como um estágio para passar a limpo um primeiro registro tipológico (registro feito pela escrita).
Em ARTE não existe rascunho. Existem esboços e projetos, as duas formas devem ser preservadas (guardadas), das linhas supostamente errada nasce à obra prima (preciosidade).

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Encomenda

Encomenda = incumbência, encargo, serviço - conforme dicionário eletrônico Aurélio

Ação reflexiva

1 - Você conhece alguma produção artística que tenha sido feita sob encomenda? E alguma artista que tenha recebido alguma encomenda, ou seja, que tenha feito alguma produção artística sob encomenda?
2 - Será que isso facilita ou dificulta o processo criador? Por que?
3 - Você é um artística?
4 - E durante sua vida acadêmica (vida escolar) recebeu alguma encomenda? Trabalho de: história, geografia, inglês, matemática (...), com os prazos de entrega, os conteúdos, como construir (montar) o trabalho, sua pesquisa irá atingir os objetivos propostos pelo profº? Como você se sentiu em ter que obedecer às regras impostas pelo outro (no caso seu profº)?
5 - Você imagina que os artistas trabalham sob encomenda?


Diego Velasquez As meninias
A Família de Felipe IV (As Meninas)

Mais conhecida como As Meninas esta obra é uma das mais importantes e a mais famosa. Utilizou sua iluminação característica, introduziu um auto-retrato e sua técnica de quadro dentro do quadro.
A Família de Felipe IV - As Meninas 1656, obra prima de Diego Veásquez – pintor espanhol – em que aparece a infanta Margarida, suas danas de honra e o próprio pintor.
Óleo sobre tela 310 x 276 cm Museu do Prado Madri Espanha


  • No mundo da Arte, tanto no passado mais distante como na contemporaneidade, é comum e frequente o artística trabalhar com encomendas, uma ou várias obras para um determinado museu ou espetáculo.

Apreciemos a citação da estudiosa Cecília Almeida Salles sob processos de criação:

Limites internos ou externos à obra oferecem resistência à liberdade do artista. No entanto, essas limitações revelam-se, muitas vezes, como propulsoras (disparador, impulso em alta velocidade para frente) da criação. O artista é incitado a vencer os limites estabelecidos por ele mesmo ou por fatores externos, como datas de entrega, orçamento ou delimitação de espaço.

SALLES, Cecília de Almeida. Gesto inacabado: processo de criação artística. São Paulo: Annablume/Fapesp, 2002. p. 64

Após essa reflexão, você irá traduzir através de em ação pictórica (uma tela, um quadro em seu arquivo de telas - caderno de desenho) os sentimentos que uma encomenda desperta em você. Use todo seu sentimento, não esqueça que as cores ajudam bastante.
VAMOS À AÇÃO MEUS ARTISTAS.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Apreciação I

Mergulho, Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Cais do Porto, 2007



Cildo Meireles. Mergulho, 1997-2006. Montagem da instalação para a 6ª Bienal do Mercosul, 2007.

Cia. Caixa de Fuxico. A Batalha dos encantados. 2007. Atriz Andrea Cavinato.

Batalha dos encantados

Texto:
Cada artista tem seu tempo de criação. É difícil saber quando começa a gravidez e quando se dá o parto. Há pintores que são permanentemente prenhas, parindo ninhadas, como era o caso de Picasso. Eu, antes de iniciar a viagem - o quadro -, consulto minha búsola interior e traço um rumo. Mas quando estou no mar grosso, sempre sopra um vento forte que me desvia da rota preestabelecida e me leva a descobrir o novo quadro. Todo criador é um Pedro Álvares Cabral.
CAMARGO, Iberê. A gaveta dos guardados. São Paulo: Edusp, 1998. p. 32.
Sondagem reflexiva
1- Qual o elemento comum nas imagens e no texto?
2- Como a materialidade água aparece no texto e nas reproduções?
3- Como terá sido o processo de criação destas obras?
4- O que diz sobre o processo de criação o artista Ibêre Camargo?
Nutríção Estética:
A água aparece como tecido com iluminação especial na cena de teatro. Está também nas fotografias de mar em centenas de livros abertos que cobrem o chão, sob um deck de madeira (um píer) na instalação de Cildo Meireles, que se completa com a reprodução da gravação em áudio da palavra água enunciada por criançãs e adultos em 80 línguas diferentes. O Artísta Iberê Camargo também fala de mar ao se referir a processos de criação.